Home
Escritório
Os sócios
Consultores
Filosofia
Áreas de Atuação
Jurídica
Paralegal
Cursos & Treinamentos
Julgados
Revista Online "Favery Advogados"
Revista Online - Edições anteriores
Sugestões de pauta
Assinaturas
Anuncie
Agenda
Legislação
Links
Artigos
Mural de recados
Fale Conosco
 
Edição 3 - Capa

Pedro Paulo Favery de Andrade Ribeiro - Advogado


A crise do setor aéreo é uma vergonha para o País

Em entrevista concedida a Rádio Jovem Pan - AM, em 29 de novembro, quando perguntado a respeito do seu conhecimento acerca dos relatórios elaborados pelos então comandantes militares do controle do trafego aéreo (exonerados de seus cargos na última sexta-feira), o Ministro da Defesa, Dr. Waldir Pires respondeu laconicamente que "não", porque seu Ministério não cuida de assuntos cotidianos. Esses relatórios, datados de fevereiro deste ano, denunciavam a necessidade de contratação imediata de 65 controladores (embora o necessário fosse de 180) e de manutenção dos equipamentos do Cindacta 4.

Confesso que não surpreende mais esse tipo de declaração, especialmente quando a linha de conduta da atual administração federal adota o desconhecimento dos fatos como desculpa para a sua inação. Vivemos no País em que seus mandatários se permitem "não saber", causando pouca perplexidade - infelizmente - a contumaz ignorância sobre fatos que diretamente dizem respeito ao exercício de suas funções.

Ninguém é ingênuo a ponto de achar que a culpa é exclusiva da atual administração. Decerto que as anteriores também não deram atenção ao problema, contribuindo para que a situação de crise se instalasse. O pecado da atual administração, todavia, é entender como desculpa plausível o alegado desconhecimento da situação, principalmente quando impacta diretamente na segurança do cidadão.

Por cometer esse pecado, a União deve ser responsabilizada pela crise do setor aéreo, pois não há desculpa capaz de justificar o fato de se ter colocador em risco iminente os milhares de consumidores desse meio de transporte, que embora estatisticamente seguro, foi dramaticamente posto em cheque desde o acidente do vôo 1907 e agravado pela divulgação de mais outros "quase-acidentes" acontecidos pelo mesmo motivo (colisão no ar).

Afora os prejuízos ao consumidor, essa omissão também decerto que provoca reflexos indigestos para a economia, pois desacredita o País e atinge diretamente os setores hoteleiro e turístico, prejudicando o enorme potencial de atração de divisas dessas áreas.

Em resumo, a crise do setor aéreo é uma vergonha para o País, fazendo do nosso céu uma via de perigo iminente, afetando a segurança dos cidadãos, penalizando as companhias aéreas, prejudicando o turismo e o emprego gerado por setores importantes da economia, tudo isso por causa da irresponsabilidade daqueles que insistem em "não saber".

Diante dessa absurda omissão e parodiando a frase do novo comandante do espaço aéreo, resta-nos torcer para que os pilotos "olhem para frente".

Pedro Paulo Favery de Andrade Ribeiro

Advogado em São Paulo

pedro@faveryadvogados.com.br

Outras matérias desta edição
Direito do Consumidor
A operação padrão, o atraso nos vôos, o consumidor e o morador

 
Dicas
Revista Online
 
 
 
Favery Advogados Associados - faveryadvogados@faveryadvogados.com.br -
Av. Rouxinol, 1041 – CJ 703, Moema/SP – CEP 04516-001

Desenvolvido por Tudonanet